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Martini - Advocacia, Assessoria e Consultoria Jurídica

Cadê o esporte que tava aqui?

Olá pessoal, tudo bereuza com vocês?

Mais uma vez vamos bater nessa tecla que já deve estar toda afundada de tanto espancarmos ela.
A questão do ESPORTE.

Ouro Preto do Oeste sempre foi referência no esporte estadual, chegando a disputar o campeonato estadual profissional de futebol de campo. Para saber mais clique aqui. Eu sempre destaco o futebol porque é o esporte que mais pratico e é o esporte mais praticado pelo mundo inteiro.

Sabemos então que nossa cidade já viveu seus tempos de glória no esporte, não apenas no futebol, mas também em vários outros esportes, sendo até participativa em campeonatos internacionais de Motocross e Parapente. Mas o que aconteceu para essa glória se esvair?

Durante algum tempo tivemos um prefeito que era um dos responsáveis, senão o principal responsável, por trazer o latino-americano de motocross para cá. Enquanto ele estava na vida pública ele buscava esse tipo de atrativo para a cidade. Um homem que declara amor eterno pelo município. Mas se ele realmente ama, porque quando deixou o cargo de prefeito, não continuou buscando essas atrações para a cidade? Até porque desde antes dele entrar para a vida política ele já fazia isso pelo município. Mas vamos sair do foco dele. Ele não é o principal desse artigo.

O tempo foi passando e outras administrações foram entrando, e a preocupação com o esporte foi aumentando para nós esportistas e diminuindo para os representantes políticos. Deixando então a situação do esporte municipal em frangalhos, largado às traças (como dizem os poetas Zé Neto e Cristiano).

Hoje temos um estádio municipal abandonado, deteriorado, que de acordo com notícias houve sim um projeto, mas que nunca saiu do papel, de uma possível reforma. Temos um complexo esportivo enorme, mas que está mais perdido que amendoim na boca de banguelo. O município joga a responsabilidade para o estado e o estado para o município.

Enquanto isso, os atletas utilizam um ginásio caindo aos pedaços, com vestiários que são uma vergonha de tão fedidos com podridão e outras coisas, banheiros que parecem ser a própria fossa, a quadra que era de areia virou um campo de 'gramato' e o campo está voltando a ser parte da floresta amazônica.

E isso tudo ocorreu graças a um fator comum que veio acontecendo no Brasil e parece ter virado modinha entre os prefeitos eleitos ou demais autoridades país afora. "E o que seria isso Pejotta?"

Bom meu (minha) querido (a) amigo (a). Se você conhece a política sabe como as coisas funcionam. "Me ajuda na eleição que te dou uma secretaria ou portaria". É sempre assim. Então respondendo a pergunta acima dirigida a mim: Colocando puxa-sacos (pessoas erradas sem um mínimo de conhecimento do assunto) em secretarias da cidade.

Fala sério né galera. Você por acaso colocaria um cozinheiro pra fazer as finanças da sua empresa. Ele entende de comida e não de administração. Existem pessoas formadas na área pra isso. E mesmo que a formação não seja um elemento obrigatório (mas deveria), temos pessoas que passaram anos trabalhando na área e entendem de administração muito melhor que o cozinheiro. Entenderam?

Bolsonaro está fazendo a diferença nesse quesito. Ele empossou ministros que entendem da área, que trabalharam, se dedicaram naquela área. Ele não chamou o mecânico pra colocá-lo como ministro da ciência e tecnologia. Ele convidou Marcos Pontes. O único astronauta brasileiro a ir pro espaço. 

Os municípios, e em foco Ouro Preto, deveriam fazer assim também. Colocar esportistas na secretaria de cultura e esporte, e não barganhadores, bajuladores. Pessoas que se comprometam a ter ideias criativas para todo mês desenvolverem algo que faça nossa cidade feliz, atrativa, ao menos viva.

A decadência de determinada área começa por aí. Inserindo pessoas desqualificadas, sem nenhum conhecimento no assunto, para assumir cargos que não entendem ou merecem.

Como o foco é o esporte, vou beliscar mais um pouco.

Temos dois vereadores ligados ao esporte, um professor e um dono de time, e temos um vice-prefeito que era apresentador de programa esportivo, que durante a campanha fez maior propaganda em prol do esporte. Mas o que vemos hoje, já iniciando o terceiro ano de mandato, não procede com os argumentos usados em campanha. Isso, traduzindo para o sentimento expressado pelos esportistas da cidade, nos remete a uma profunda decepção.

Dos poucos campeonatos que acontecem na cidade, a maioria é de cunho particular.

Como radialista, acompanho notícias de muitas cidades pela região central de Rondônia através do programa A Hora e a Vez do Esporte com Jota Veloso e, vejo uma preocupação maior com o esporte nas cidades menores que a nossa como Nova União, Mirante da Serra, Theobroma, Vale do Anari, etc...  Cidades que recebem verbas muito menores que Ouro Preto, mas que tem um respeito bem maior por seus esportistas.

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